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PERFIL

OLHAR EMPRESARIAL
Por Clayton Melo

O escritório comandado pelo senhor foi aberto, em 1956, pelo seu pai, Dr. Rosalvo Barcellos Henriqson. Pode dar mais detalhes a respeito da trajetória da empresa?

   
 
Elvio Henriqson
 

 Na época em que abriu o escritório, meu pai havia terminado o terceiro curso de graduação – ele já era contador e economista. A experiência obtida por ele nessa outras duas áreas o ajudou muito quando montou o escritório. Eu assumi a empresa quando ele faleceu, em 1989. A partir de então, mudamos o modelo do negócio. Deixamos de lado aquele formato de operação mais antigo – cujo escritório era composto pelo advogado, a secretária e um estagiário – para adotar um formato empresarial, com uma proposta full service, de atuação em todas as áreas.

Passamos a oferecer assessoria jurídica empresarial. Hoje, estamos organizados empresarialmente.  

Que fatores levaram o senhor a empreender essa reformulação? A situação do mercado do Rio Grande do Sul foi uma das razões?

Constamos que a concorrência estava aumentando, enquanto o valor dos honorários ficava mais baixo. Por outro lado, o volume de trabalho crescia. Era necessário encontrar uma fórmula para viabilizar a operação. A única maneira era profissionalizar o atendimento, organizar o negócio de forma empresarial. Outra situação que nos levou a optar por esse caminho é o fato de que a segmentação em departamentos seria importante para manter a qualidade do serviço. Ela permite a cada setor se atualizar e oferecer um trabalho mais qualificado. Nossa equipe é composta atualmente com 20 profissionais. 

 

 A empresa mantém convênios com escritórios de outros países, como EUA (Miami), Argentina (Buenos Aires) e Chile (Santiago). Como funcionam essas parcerias?

Vou abordar esse tema na palestra que darei no 1º Encontro Nacional LEXNET . Conveniamos diversos escritórios de contabilidade e advocacia em pontos estratégicos com preços negociados com base em volume, para tornar factível o serviço. Cadastramos essas empresas para que pudéssemos prestar os serviços necessários nas regiões-chave, naquelas em que havia maior necessidade. Não é propriamente uma rede. São escritórios conveniados, eles não se comunicam entre si. Uma vez que a proposta é escolher trabalhar com determinado escritório numa região e gerar volume para ele, o conveniado estipula um preço menor para nós. É diferente de ele realizar um trabalho específico e obter um lucro grande. Com base nessa filosofia conseguimos viabilizar muitos serviços. Afinal, o custo em dólar ou euro é muito alto. Se não fosse por um convênio desse tipo, qualquer atividade na Europa seria completamente inviável.

 

 Como senhor avalia o conceito de trabalho desenvolvido pela LEXNET?

Já mantinha a idéia de trabalhar em rede desde o ano 2000. Só que havíamos dado prioridade – e investido tempo e recursos – na estratégia com os escritórios no exterior, em razão da advocacia internacional, principalmente no âmbito do direito tributário. Mas sabíamos que esse era um caminho a ser seguido, porque um escritório gera serviço para o outro, todos trocam informações, aumentam a qualidade dos produtos e conquistam mais clientes. Portanto, o convite para ingressar na LEXNET apenas reforçou um pensamento que tínhamos.

 
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