DESENVOLVIMENTO
 
 

SOBRE RESPONSABILIDADE SOCIAL NAS EMPRESAS
Colaboração de Ana Carolina Gazoni*

 

Está na moda. Ser socialmente responsável está na moda. A preocupação que invade atualmente a todos os núcleos que formam o conceito, a base, o pensamento sobre responsabilidade social é a seriedade da informação passada pelas empresas que entram na onda da Responsabilidade Social. Por socialmente responsável entende-se “a forma de gestão que se define pela relação ética e transparente da empresa com todos os públicos com os quais ela se relaciona e pelo estabelecimento de metas empresariais compatíveis com o desenvolvimento sustentável da sociedade, preservando recursos ambientais e culturais para as gerações futuras, respeitando a diversidade e promovendo a redução das desigualdades sociais. Trata-se de postura intrínseca ao todo que a empresa envolve”.

Um bom início para adoção de práticas empresariais socialmente consideráveis é a reavaliação da política interna da companhia. O público interno é grande fonte de crescimento e amadurecimento da empresa: interessante se mostra a revisão do comportamento da empresa frente a demissões, do compromisso com o desenvolvimento profissional e a empregabilidade, do cuidado com a saúde, a segurança e as condições de trabalho, da possibilidade de gestão participativa e das relações pacíficas com os sindicatos, buscando-se sempre valorização da diversidade.

O trabalho que se define por responsabilidade social acontece em vários níveis, é amplo, é sincero. Refere-se, como base, aos valores, transparência e governança Corporativa, trata de assédio moral, publicação e divulgação de balanço social, de compromissos éticos, diálogo com stakeholders, enraizamento da cultura organizacional e relações com a concorrência.

Trata-se de gestão estratégica, e portanto requer uma auditoria fidedigna, a aplicação de novas ferramentas, a adoção de práticas de governança como estratégia, investimento social, da busca de normas e certificações amplamente conhecidas e conseqüente comunicação de todos os procedimentos, bem como adoção de critérios de responsabilidade social na política de comunicação e campanhas de mobilização. Cuida ainda de apoiar o desenvolvimento de fornecedores, com critérios equânimes para seleção dos mesmos, e de manter relações éticas e transparentes com trabalhos terceirizados.

 

Concluirei este artigo, para que não se estenda em demasia, com o grande trabalho que pode ser realizado pela empresa no meio ambiente. Existe, por exemplo, possibilidade de trabalhar com a compensação da natureza pelos impactos ambientais e uso de recursos, na destinação pós-consumo de produtos e embalagens, com educação ambiental, minimização de entradas e saídas do processo produtivo, reciclagem e responsabilidade sobre o ciclo de vida dos produtos e serviços.

Responsabilidade Social, portanto, toma conta da empresa, que deve ser por ela regida.

*Dra. Ana Carolina Gazoni (carolgazoni@hotmail.com) é advogada formada pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo e consultora em responsabilidade social, com especialização pela Fundação Getúlio Vargas de São Paulo.

 
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