LEXNETNEWS - 7ª EDIÇÃO - 23 DE NOVEMBRO DE 2005
  INSTITUCIONAL  
 

PERFIL

A ENGENHARIA DO DIREITO
Entrevista concedida por Dr. Fábio Rogério de Souza, do escritório LEXNET de Santos (SP), ao jornalista Clayton Melo

 
Dr. Fábio Rogério
 

O engenheiro é dado a números, cálculos, às minúcias do planejamento. O advogado tem o dom da palavra, o exercício da persuasão e do argumento preciso. E o que dizer de um profissional que reúna a vocação para as duas áreas? É certamente um casamento proveitoso, como se pode ver na história do Dr. Fábio Rogério de Souza, do escritório FRS Consultoria e Assessoria Jurídico-Empresarial, associado LEXNET de Santos. O pendor para a Engenharia surgiu ainda na infância, quando construía brinquedos. Já a vocação para o Direito veio na idade adulta – sinal de que o talento trilha caminhos capazes de surpreender. Felizmente.

Além de advogado, o senhor também é engenheiro. De que modo essa dupla formação lhe ajuda profissionalmente?

Antes de cursar Direito, fiz Engenharia Elétrica e trabalhei na área empresarial. Essa formação em Exatas me ajudou a perceber que o mercado – especialmente o da Baixada Santista – carecia de uma advocacia voltada para empresas. Por conta dessa minha experiência e de ter percebido essa carência, comecei o escritório já com o perfil empresarial.

 

Conte um pouco mais sobre sua formação.

Fiz o colégio técnico em eletromecânica em São Caetano. Depois cursei até o último ano de Engenharia Elétrica na Universidade Santa Cecília, em Santos, mas ainda precisaria fazer umas disciplinas para poder tirar o diploma. Posteriormente fiz algumas especializações, como Projeto Elétrico, Desenho Mecânico. Desde a infância, aliás, minha vocação se mostrou a área de exatas. Construía maquininhas, gostava de arrumar carrinhos. Trabalhei no setor de manutenção em eletromecânica da Cosipa. Mais tarde, como resultado de uma brincadeira com um amigo, prestei concurso para trabalhar na Receita Federal e passei, o que me levou a ingressar na Alfândega de Santos. Tornei-me presidente de uma associação de classe da Alfândega, a Conab (Comissão Nacional dos Auxiliares Aduaneiros), e fui trabalhar em Brasília. Então me vi num negócio diferente, mas do qual gostava. Comecei a lidar com o meio jurídico em razão dessa experiência na Alfândega de Brasília e da atuação na entidade de classe. E, como tinha amizade com um juiz em Santos, fui fazer Direito. Hoje, Engenharia é apenas hobby. Só faço os projetos que executo nas minhas obras. Assim que acabei o curso de Direito, montei um escritório com esse juiz que me estimulou a ingressar na advocacia. E deu certo. Depois ele se aposentou, foi fazer outras coisas, e continuei a empresa sozinho. A formação em Exatas me ajuda muito no Direito, principalmente pelo pragmatismo próprio ao Engenheiro. Auxilia na atuação como empresário e no gerenciamento do negócio.

 

Que tipo de serviços presta o escritório?

Atua na advocacia empresarial. Dentro disso, no entanto, estamos mais focados no comércio exterior, porque temos a vocação para isso, tanto geográfica, em decorrência da proximidade do Porto de Santos, como pela minha experiência de ter trabalhado na Alfândega de Santos. Estou muito ligado à importação e exportação, sempre no acompanhamento da área jurídica. Essa relação também se deve ao fato de ter clientes ligados aos setores de energia, petróleo etc.

 

A FRS Consultoria e Assessoria Jurídico-Empresarial mantém parcerias com outros escritórios. Pode explicar melhor como funciona o processo?

São parcerias calcadas na amizade que mantenho com esses escritórios, que se localizam em São Paulo, Brasília e outros locais. Assim, consigo prestar um serviço de boa qualidade para o cliente sem a necessidade de um quadro de profissionais tão dispendioso. O objetivo, nesse caso, não é o alcance geográfico – para isso, tenho a LEXNET. Essas parcerias são para atender melhor o cliente em setores especializados. Então, quando atinjo meu limite de atendimento em determinada área, aciono o parceiro. A LEXNET entra em cena quando preciso de um parceiro em razão da localidade, não da especialidade, embora essa sinergia com a rede possa abrir outros horizontes.

 

Como o senhor analisa esse conceito de trabalho em rede?

Dá para definir numa palavra: é o futuro.

 

Em razão da economia de custos que proporciona?

Mais por causa de qualidade e da otimização de tempo. Vivemos a administração da escassez de recursos – tempo, custos e mão de obra especializada. Encontramos hoje alto índice de desemprego e, paradoxalmente, também uma carência elevada, ou seja, as empresas pagando cursos porque não possuem gente especializada. Tenho esse problema no meu escritório. A LEXNET vem para a ajudar a diminuir essa escassez de recursos. Ganha-se tempo com ela, pois evita deslocamentos, e também por possuir profissionais qualificados entre seus associados. Há um filtro. Com ela, sei que poderei contar com advogado bom em várias praças.

 
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