Já no segundo dia de conferência, o impasse persiste (leia a primeira matéria na LEXNETNEWS nº7). Os EUA e a UE exigem do Brasil uma maior abertura industrial, querem uma redução na tarifa na ordem de 75% e o Brasil oferece redução de 50%.
Com relação à agricultura, EUA e G20 estão juntos para pressionar a UE a reduzir suas tarifas, mas até agora nenhuma novidade. A UE insiste em colocar na proposta produtos "sensíveis", cujas tarifas não poderiam ser reduzidas.
Com relação a serviços, os representantes brasileiros do setor de tecnologia insistem para que o Brasil acene para a abertura de seu mercado, para que possam competir melhor com China e Índia, quando exportem seus serviços. (o setor talvez se esqueça que o mercado de serviços brasileiro não se refere apenas à tecnologia, mas também médicos, advogados, turismo, bancos e etc.).
A conferência terminou, como esperado, sem grandes novidades. Só não foi totalmente fracassada porque os Europeus concordaram em fixar um prazo para eliminação total dos subsídios agrícolas: 2013.