Uma empresa sueco-finlandesa fabricante de celulose adquiriu cerca de 25 mil hectares de terras no Uruguai, as quais serão destinadas à plantação de pinus, para produção de celulose de fibra longa.
Apesar de o projeto prever a instalação de fábricas no Uruguai e no Rio Grande do Sul, o processo no Estado ainda não se iniciou devido à falta de licença da Fundação Estadual de Proteção Ambiental – Fepam. Segundo o vice-presidente do grupo empresarial, o país vizinho tem mostrado menos burocracia que o Brasil.
A fábrica uruguaia deverá ser instalada entre os departamentos de Durazno e Tacuarembó, por ser onde a empresa está comprando terras e pela proximidade com o Rio Negro, em face da necessidade de água para a indústria.
No Rio Grande do Sul, a unidade também ficará próxima à base florestal e a compra de terras está ocorrendo na região Centro-Oeste do Estado, entre os municípios de Alegrete, Manoel Viana e Rosário do Sul. Caso os planos não sofram alterações, as unidades deverão estar operando daqui a oito anos.
A celulose de fibra curta, que será produzida pelo estado brasileiro, provém da plantação de eucalipto e é usada na fabricação de papel de impressão, escrita e para sanitários.