PERFIL
SER VENCIDO, TALVEZ. PERDER, JAMAIS!
Árabe, descendente de quatro avós libaneses paranaenses, e canceriano, o advogado Pedro Mansur Buffara diz que todos os seus sonhos se realizam quando chega em casa e, ao lado da esposa e filhos, troca “o notebook, petições e celular por um avental, grelha, vinho e um braseiro.” Outro hobby, além das sessões de gastronomia em família, é fazer gols: “Quando completei sete anos de idade, no dia 29 de junho de 1958, o Brasil foi campeão do mundo na Suécia. Foi um aviso para todos os zagueiros que tentam me marcar”, brinca.
Com um bom-humor à prova de tempo ruim, Buffara recorda um incidente que viveu no começo da carreira: “Foi engraçada a minha saída da tribuna, no extinto Tribunal de Alçada do Rio Grande do Sul, após uma sustentação que pensei ter sido brilhante. Cumprimentei os Magistrados e me dirigi à saída do salão de julgamentos sob os olhares de todos - servidores, advogados e público -, movido pela emoção da consagração de um jovem advogado. Fui despertado abruptamente do sentimento de dever cumprido quando a secretária da Câmara me alcançou já fora do tribunal e pediu, gentilmente, a devolução da toga que eu me esquecera de retirar...’
Homem de princípios e valores intransigentes, que conheceu os tempos sombrios da ditadura, Mansur conta que aprendeu uma grande lição na vida, a diferença entre vencer e ser vencido: “Não admito perder, porque perder é não lutar ou não ter criatividade para reverter situações negativas”, ensina. E explica: “Há várias formas de vencer os casos mais complexos, seja ganhando a causa, prevenindo o litígio, reduzindo a perda ou compondo eticamente com o adversário. Ser vencido, talvez. Perder, jamais”, enfatiza.
Por advogar com tanta dedicação há mais de 30 anos, não teve tempo para aprender idiomas ou publicar obras: “Estudei muito. Ajudei a minha mulher Anamaria e dois de meus quatro filhos, Christian e Luciana, a se formarem advogados e eles deram um sentido perpétuo à minha carreira, me incentivando a fundar a MBA - Mansur Buffara Advogados -- na capital gaúcha, em 1996. Em 2002, o escritório fincou bandeira em Florianópolis e passou a atender todo o Estado de Santa Catarina”, recorda.
A aliança da MBA com a LEXNET foi uma honra para o escritório, mas mereceu profundo estudo prévio, de parte a parte: “A LEXNET tem um diferencial que encanta, seus ideais! A network se forma a partir de escritórios de médio porte, com perfis homogêneos, e, enquanto expande as fronteiras de um determinado escritório, a rede minimiza o custo para o cliente do outro membro da rede. E esta racionalização de custos para o cliente do escritório é o melhor caminho para valorizar os honorários profissionais do advogado e para dar satisfação ao seu constituinte”, assegura.
Incansável idealista ele mesmo, o advogado faz uma aposta: “Penso que, em breve espaço de tempo, os escritórios que se dedicarem à consolidação da LEXNET, dentro de suas normas e daquelas que regem o Estatuto da Advocacia e da Ordem dos Advogados do Brasil, serão vistos pelos grandes empresários como os mais ágeis escritórios de advocacia do País, sem os encargos das maiores bancas e minimizando os efeitos da concorrência desenfreada”, conclui. |