Cabecalho  
 
30ª EDIÇÃO - 29 de Junho de 2009
 
  desenvolvimento  
 

DISCUSSÃO DE PONTA

REMUNERAÇÃO ESTRATÉGICA: COMO ESTABELECER?
Por João Telles Corrêa Filho*



Acredito que a resposta esteja nos métodos usados para determinar os valores a que cada profissional faz por merecer: quase sempre os escritórios separam uma fatia do lucro para que seja dividida pelos colaboradores, porém a divisão não é feita de acordo com a contribuição individual e com o resultado da área ou grupo de cada um. Por um lado, quem acha que trabalhou muito e com qualidade fica um gosto de pão amanhecido na boca e, por outro, quem não se esforçou tanto passa a achar que o dinheiro sempre virá com facilidade. Ora, situações como esta desestimulam todos: afinal, de que adianta ou qual a necessidade de um esforço maior já que todos ganham?

Dois pontos são cruciais para que os escritórios saiam deste dilema:

1. Em primeiro lugar, é necessário apurar com rigor os resultados de cada uma das áreas de atuação e, por conseqüência, do escritório como um todo. Prêmios, bônus e participações não podem ser pagos em caso de resultados negativos, sob pena de criar efeito oposto ao que se pretendia, desestimulando o foco nos lucros. Áreas administrativas que não apresentam resultados por serem de natureza de apoio devem receber um determinado percentual dos resultados gerais para repartir.

2. É igualmente importante vincular a distribuição de resultados ao desempenho de cada um. Metas individuais precisam ser estipuladas e periodicamente deve haver avaliação formal do desempenho de cada profissional em relação a elas. Novamente, não é possível premiar desempenhos abaixo do estabelecido (contratado) para um profissional.

Isto estabelecido, fica claro que dois projetos são necessários: implantar metodologias de apuração de resultados e um bom sistema de avaliação de desempenho. Organizações maduras geralmente já contam com estes instrumentos; no entanto, os escritórios mais novos necessitam planejar cuidadosamente os investimentos para, enfim, obterem o máximo que seus colaboradores podem produzir.

 

*João Telles Corrêa Filho, consultor da LEXNET na área de administração financeira é Engenheiro Civil, pós-graduado em Administração de Empresas. Foi executivo de diversas companhias nacionais e multinacionais e há quinze anos atua como consultor empresarial. É especialista em Planejamento Estratégico, Gestão de Custos, Finanças e Recursos Humanos.

www.tellescorrea.com.br

 
 
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